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1 de dezembro de 2013

Segundo Semestre 2013 - Prism, ArtPop, Bangerz e Britney Jean

Se na primeira metade de 2013 quase não tivemos novidades das ‘divas’ do pop, o segundo semestre foi recheado de vários lançamentos e as já famigeradas brigas de fãs para defender as musas. Entre tantas polêmicas e lançamentos, quatro álbuns se destacam: 

Katy Perry - Prism   

Depois de Teenage Dream e oito singles de sucesso, Katy Perry passou de ‘aposta’ para o primeiro escalão do pop. Nas primeiras declarações sobre o novo trabalho, Katy dizia que o terceiro álbum de estúdio seria mais pessoal e menos alegre que os antecessores. A cantora nem precisava ter colocado fogo na peruca azul ou 'armar um funeral' da era anterior, já que Prism está longe de ser uma ruptura anunciada, apesar de ser o mais diversificado de sua carreira.

Enquanto os álbuns anteriores tinham conceitos e sonoridades bem definidas, como a estética pin-up de One of The Boys ou a divertida narrativa da adolescência em Teenage, Prism aposta em várias direções, sem, entretanto, se aprofundar em nenhuma referência. Entre os destaques, o primeiro single, Roar, faixa de superação com aquela pitada de autoajuda que faz sucesso hoje em dia, demonstra o quanto Katy sabe fazer hits com refrões pegajosos e poderosos. Walking on Air é a música mais dance já produzida pela cantora e poderia facilmente ser lançada como single para incendiar as pistas de dança, assim como Birthday, claramente inspirada no som de Whitney Houston e Mariah Carey no começo da carreira. O restante das faixas, entretanto, soam bem menos memoráveis que os trabalhos anteriores de Katy e carecem de identidade ou diferencial: This Is How We Do, por exemplopoderia facilmente estar em um álbum de Rita Ora ou Selena Gomez. 

Se por um lado Katy ganha pontos por não tentar fazer uma segunda parte de Teenage Dream, por outro, fica a impressão de que o conceito de Prism foi alterando-se durante a produção e resultado é um conjunto de canções que não se completam 100%. Não que Katy, que se esforça em fixar suas músicas no cenário pop, não consiga reverter essa situação com bons clipes e enorme popularidade. 

Lady Gaga - ArtPop 

Lady Gaga soube como manter o mistério sobre ArtPop, especialmente após o sumiço com a operação no quadril. Depois de tantos meses de trabalho e promessas de “uma revolução musical”, as experimentações com Marina Abramovic parecem funcionar e ArtPop revela-se uma celebração à música pop, com referências claras e um retorno da cantora ao som que a tornou uma sensação na música há alguns anos atrás. Só não deixe-se enganar: há mais pop do que arte nesse trabalho. 

Se com Born This Way a cantora afastou parte dos fãs com bizarrices, discursos de autoaceitação e uma sonoridade menos pop, ArtPop traz de volta as canções dançantes e despretensiosas e nos faz lembrar que, além dos figurinos exuberantes, Gaga canta bem, tem boa produção e propriedade para fazer um álbum com nome tão abrangente. Essa vontade de revelar-se novamente fica clara em Aura, em que Gaga pergunta: “Você quer ver a garota que vive por trás da aura?” ou em uma das melhores faixas do trabalho, a homônima ArtPop. Nesse processo de ‘descobertas’ e reflexões, há momentos divertidos como Manicure, Donatella (sim, a dona da Versace), as celebrações da moda (Fashion) e do próprio espetáculo (Applause). Pena que o segundo single acabou sendo alterado com a mediana Do What U Want já que Venus é infinitamente mais interessante. 

ArtPop parece o trabalho de transição que faltou entre The Fame e Born This Way, com mais diversão e menos bizarrices gratuitas. Pelas últimas apresentações e clipe, podemos ter uma nova fase bem mais simples em figurinos ou produções, mas com uma cantora mais segura do seu potencial, extensão de voz e sem aquele discurso de autoajuda que ultimamente já estava tedioso. Fica a sensação, entretanto, de que o álbum não tem uma música capaz de repetir o sucesso estrondoso de Bad Romance ou mesmo Poker Face, o que poderá representar em uma queda da popularidade e poder midiático da cantora. Outra questão é que a anunciada revolução, que contaria com um aplicativo, um possível álbum duplo e experimentações musicais, acabou ficando só como um boato. Melhor assim, talvez: sem a pretensão de ter ‘o hino da geração’, Gaga não precisará lançar qualquer coisa só para continuar no topo da Billboard.  

Miley Cyrus - Bangerz 

Quem diria que a ex-queridinha-da-Disney se tornaria uma das personalidades mais controversas e comentadas de 2013? Depois da polêmica apresentação no VMA, aparecer nua no clipe dirigido por Terry Richardson e fumar maconha no palco do EMA, Miley apagou de vez o passado como Hannah Montana e conseguiu chamar atenção para Bangerz. Se a estratégia foi forçada ou se ela está se queimando, só o tempo dirá. O resultado, por enquanto, é que muitas pessoas que jamais ouviriam Miley deram o braço a torcer e Bangerz já está entre os grandes lançamentos do ano. 

Miley disse que esse trabalho deveria ser considerado como o primeiro disco, um recomeço total na carreira. Analisando por essa perspectiva, Bangerz é uma estreia com bons momentos, capaz de brigar com as ‘veteranas do pop’, apesar de não ter nenhuma inovação ou mesmo ousadia: faltou rebeldia em grande parte do álbum, só aparecendo algumas vezes como na ótima ‘We Can’t Stop’ (oferecida originalmente à Rihanna) ou  em Love, Money, Party. Fora a polêmica, Miley também mostra que é uma boa cantora no single Wrecking Ball, sobre um relacionamento destrutivo ou na ótima Drive. Em SMS (Bangerz), há até um dueto rapidinho (e um tanto apagado) com outra princesa-disney que se rebelou: Britney Spears. 

Entre várias participações (algumas bem desnecessárias), Get It Right destaca-se pela produção de Pharrel e Adore You, escolhida como terceiro single, mostram que Miley tem potencial em permanecer nas paradas de sucesso e que pode chamar atenção e marcar seu nome na música pop além das polêmicas e declarações chocantes. Se Bangerz é só o começo, estaremos esperando pelos próximos passos de Miley!

Britney Spears - Britney Jean

Mesmo sem a divulgação maciça, só o nome de Britney já é suficiente para que as expectativas sejam altas e seus lançamentos sempre causam comoção na internet. Para aproveitar o melhor desse novo trabalho, esqueça todos os boatos de que a Princesa do Pop iria revolucionar a música ou cantar como nunca antes: Britney Jean é um típico álbum de Britney, com toda a experiência de quem está há anos esse jogo. 

Se o primeiro single, Work Bitch pareceu não ter feito o sucesso esperado, apesar do clipe que relembra seus melhores momentos, Britney ainda tem boas opções para apostar, como Perfume, uma baladinha como há muito tempo Britney não lançava ou Tick Tick Boom, que surge como uma das preferidas dos fãs. Apesar da variedade de produtores e colaboradores, que vão do famigerado parceiro Will.i.am, Sia, Katy Perry e até William Orbit (responsáveis por alguns dos melhores momentos de Madonna), há uma unidade entre as música, o que faz com que Britney Jean seja um daqueles álbuns para se ouvir repetidamente, sem cansar tão fácil. 

Em seu oitavo álbum, Britney não tem mais a necessidade de provar seu talento, se consegue cantar ao vivo ou sua relevância na música pop. O álbum pode não estar fazendo o sucesso esperado nas vendas, nem se tornar um marco na música, mas parece o trabalho mais pessoal de Britney desde Blackout. Ela pode não ser a mais talentosa das cantoras, nem divulgar seu trabalho como antes, mas Britney Jean mostra que que a melhor habilidade de Britney sempre foi escolher músicas contagiantes, que se tornam hinos do pop sem pretensão ou por imposição, como as novatas tentam fazer.  

27 de janeiro de 2013

Cultura pop em 2012



2012 prometia ser um ano de grandes retornos e acontecimentos marcantes na cultura pop, entretanto, a sensação é de uma promessa não muito realizada. No geral, as grandes apostas se mostraram um tanto fracas e mesmo as revelações do ano soaram um tanto sem personalidade ou diferenciais. Prova disso foram as premiações, tanto da música quanto do cinema, que nunca foram tão esquecíveis e irrelevantes. O que mais marcou 2012 foram as disputas (chatas) dos fãs, que com o poder da internet passam o dia brigando por seu ídolo ou objeto de adoração: não faltaram farpas nas disputas “Madonna X Lady Gaga”, “Vingadores X Batman” ou “Minaj X Mariah”. Muito barulho para pouco conteúdo. 


- Música de 2012
De acordo com a lista da Billboard, o cd que mais vendeu em 2012 foi, novamente, 21 de Adele. A cantora, que passou a maior parte do ano sem lançar nada além da apática música-tema de Skyfall (que provavelmente ganhará o Oscar), prevalece como a queridinha do grande público. 2012 também marcou a popularização do indie com Somebody That I Used to Know do Gotye tocando entre as 10+ das rádios e a volta das boys-bands com suas fãs histéricas, graças ao sucesso do One Direction e The Wanted. 

Nicki Minaj, Maroon 5, Bruno Mars, Coldplay, Florida e Justin Bieber colheram os frutos do sucesso dos anos anteriores, lançando músicas que já se tornaram hits rapidamente. Entre as novidades do ano, Carly Rar Jepsen se deu bem e teve um dos maiores sucessos do ano com Call Me Maybe, a notícia ruim é que a cantora tem potencial para se tornar uma one-hit wonder. Rita Ora, Marina and the diamonds e Lana Del Rey também conseguiram dar as caras nesse ano, mas sem o sucesso de uma Katy Perry ou Rihanna. Falando na cantora de Barbados, ela honrou a tradição e lançou mais um cd recheado de hits em 2012. Ke$ha também deu as caras com Die Young, apesar da promessa de revolução não cumprida. LMFAO apareceu como um furacão e já terminou, deixando dois hits divertidos como lembrança. A novidade também apareceu fora do eixo EUA-Inglaterra, com o sucesso internacional de Michel Teló (não adianta falar mal) e o coreano Psy, que bombou na internet e baladas com Gangnam Style (e terá que ralar para continuar na mídia).

5 de janeiro de 2012

O melhor de 2011

2011 foi um ano de entressafra cultural, que mais preparou terreno para  grandes lançamentos de 2012 ou divulgou artistas que lançaram trabalhos do ano anterior.


Na música, Adele conquistou o mundo e as paradas de sucesso no mesmo ano em que Amy Winehouse morreu.  Outra cantora britânica foi uma das maiores revelações dos últimos tempos na música pop: Jessie J. A morena conquistou uma base de fãs com boas performances, carisma, voz afinada e composições próprias. Florence + The Machine passou pelo desafio do segundo CD com aval da crítica especializada.  Já no outro lado do Atlântico, o ano não foi muito bom para a música pop americana, com Lady Gaga e Beyoncé atingindo resultados abaixo do esperado. Born This Way, de Gaga, foi anunciado como uma “revolução musical, o hino de uma geração”, mas ficou mais marcado pelas polêmicas de plágio e pelos clipes ruins de The Edge Of Glory e Marry The Night. A loira está rodando o mundo tentando alavancar as vendas do cd, inclusive lançando versões diferentes, como um álbum de remixes. Já Beyoncé não teve com “4” a popularidade dos trabalhos anteriores, ainda mais com a gravidez da cantora que não deu espaço  para sair em turnê. Bruno Mars, Justin Bieber, Rihanna e Katy Perry seguiram lançando singles de sucesso e dominando as premiações, principalmente aquelas que dependiam de votação popular. 


Na música brasileira, tivemos mais algumas cantoras/compositoras que seguem a escola de Vanessa da Mata, com a consagração de Tulipa Ruiz, que saiu do gueto alternativo e figurou até em premiações da MTV e especiais de TV. Filipe Catto chamou a atenção da mídia paulistana com seu cd de estreia e shows intensos. Criolo conquistou os principais prêmios do VMB, a Rolling Stone chegou a eleger duas de suas músicas como as melhores do ano. 2011 foi marcado pela ousadia dos “veteranos”, com Marina Lima e seu Clímax, Gal Costa e um disco de música eletrônica experimental e Erasmo Carlos com um trabalho sobre sexo. Até Chico Buarque lançou um disco de inéditas. Nessa onda de “ousadias”, Marisa Monte acabou sendo criticada por apostar no terreno já explorado pela cantora em “O que você quer saber de verdade”, apesar da qualidade indiscutível do trabalho. O Brasil confirmou que está na rota dos shows internacionais, com U2, Shakira, Katy Perry, Kesha, Britney Spears, Justin Bieber e Rihanna lotando shows. O Rock'n Rio e outros festivais também ajudaram a manter a agenda de shows lotada por todo o ano.


Na TV, as séries mais uma vez mostraram que não devem em nada para o cinema no quesito roteiro, elenco e até efeitos especiais. Com uma qualidade digna das telonas, Game Of Thrones chamou a atenção do público com a história que mistura magia de Senhor dos Anéis com intricadas tramas políticas, personagens complexos e uma produção caprichada. American Horror Story destacou-se como uma das tramas mais interessantes e uma das séries mais instigantes dos últimos anos, acompanhando uma família desestruturada em uma mansão mal assombrada. A atuação de Jessica Lange, inclusive, garantiu uma indicação ao Globo de Ouro para a atriz. Depois de uma segunda temporada confusa, com histórias e personagens desinteressantes, Glee voltou aos rumos na terceira temporada, com números musicais memoráveis e menos drama barato. The New Girl parecia a série perfeita para mostrar toda a “fofura” e delicadeza de Zooey Deschanel, entretanto, nos últimos episódios a graça parece estar acabando e a falta de um roteiro mais elaborado está se tornando crucial para a sobrevivência da musa indie. Na TV brasileira, Rafinha Bastos foi a figura polêmica do ano.


Nos cinemas, Cisne Negro comprova que nem sempre o filme ganhador do Oscar é o melhor, nem o mais memorável, já que a sombria trama da bailarina que faz de tudo para ser perfeita no papel do cisne negro já se tornou uma obra pop, imitada e comentada. Almodóvar também se mostrou mais sombrio e menos colorido em A Pele que Habito, bom suspense que mostra que o diretor ainda consegue se reinventar e gerar tramas ousadas, criativas e instigantes. Melancolia de Lars Von Trier foi prejudicado pela polêmica em Cannes, que encobriu o perturbador filme de Von Trier sobre o fim do mundo e a incapacidade de reagir perante uma tragédia iminente. Menos polêmico e sombrio, Woody Allen cativou o público com Meia Noite Em Paris, uma encantadora trama que nos faz sair do cinema alegres, coisa rara hoje em dia. A Árvore da Vida, de Terrence Malick, garantiu prêmios ao excêntrico diretor. 


Entre os blockbusters, o final emocionante de Harry Potter consagrou uma das melhores e mais lucrativas séries cinematograficas de todos os tempos. O menino bruxo deixa uma legião de fãs que cresceram lendo e assistindo aos filmes. O final de Amanhecer também foi dividido, para aumentar ainda mais os lucros da saga Crepúsculo e demorar mais para Bella ter seu final feliz.  Piratas do Caribe e Transformers foram mais do mesmo, para o bem ou para o mal, e renderam muito bem nas bilheterias, mostrando que o público, muitas vezes, está mais interessado em ver o que já conhece. Thor e Capitão América, da Marvel, serviram mais para preparar o terreno para Os Vingadores do que produzir um grande filme de cada herói. Já Lanterna Verde cometeu o mesmo erro de outras adaptações e acreditou que efeitos especiais salvariam um roteiro fraco. Duas séries tiveram suas origens recontadas em bons filmes: X-men Primeira Classe e Planeta dos Macacos - A Origem. Carros 2 não foi nem de longe um dos melhores trabalhos da Pixar, enquanto Kung Fu Panda 2 mostrou uma trama ainda mais interessante e adulta. Os Smurfs, Os Muppets, A Hora do Espanto e outros filmes mostraram que a década de 80 ainda pode gerar interesse nos cinemas.


Para 2012 teremos a aguardada segunda temporada de Game Of Thrones, que promete mais ação. No terreno musical, o lançamento mais comentado é o novo cd de Madonna, o primeiro em mais de quatro anos, que está sendo descrito como uma mistura das boas letras de Ray of Light com a energia para cima de Music, com participações de M.I.A e Nick Minaj. Nos cinemas teremos Tim Burton retornando as origens em uma animação, depois das críticas divididas em Alice. Os Vingadores será a união dos heróis da Marvel em um filme aguardado pelos nerds desde dos primeiros filmes de super heróis. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge promete ser o final impactante da nova trilogia do homem morcego, depois de dois filmes que foram sucesso de público e crítica. 2012 promete ainda mais lançamentos, debates e novidades que 2011!

6 de janeiro de 2011

O que aconteceu de bom em 2010?

Com o cenário da música cada vez mais competitivo, principalmente entre as candidatas a  'Princesa do POP', Katy Perry lançou o albúm pop mais comentado do ano com Teenage Dream e lançou a música do verão americano: California Gurls. Entre as revelações do Pop, tivemos o jovem Justin Bieber e a Ke$ha (quase uma versão bêbada da Lady Gaga) com seu pop grudento, como o grande sucesso Tick-Tock. 2010 também marcou o retorno de duas divas do pop as holofotes, com Shakira retornando as raízes em Sale El Sol e Rihanna voltando aos batidões e músicas dançantes fizeram sua fama. No cenário musical, o Brasil firmou-se como rota definitiva dos shows internacionais. Na música brasileira, Maria Gadú conquistou seu espaço na MPB e Vanessa da Mata continou seu trabalho de misturas de referências. Ivete Sangalo lançou seu ousado DVD gravado nos Estados Unidos e mostra o desejo de conquistar o mercado internacional.  Da Inglaterra veio a exótica Florence + the Machine, que roubou a cena com sua poderosa voz e visual único no último VMA, mostrando para as americanas que a base de uma boa performance é criatividade e talento.  Da terra da Rainha também tivemos mais um CD da Duffy, repleto de bons momentos.

Para o começo de 2011, temos os CDS anunciados de Lady Gaga, Beyoncé, U2 e Britney Spears, que prometem aquecer as pistas de dança.
Perry, Kesha, Bieber, Shakira, Florence e Duffy: supresas da músicas
Nas telonas, 2010 marcou o domínio do 3D como forma de conquistar grandes bilheterias. Filmes como Alice no País das Maravilhas, Tron - O Legado, Fúria de Titãs e dezenas de outros, usaram e abusaram das três dimensões como forma de atrair platéia e maior bilheteria. Nas animações, tivemos a ótima surpresa do terceiro Toy Story, que continou com maestria a saga dos brinquedos e comprova que a PIXAR não consegue fazer um filme ruim. Outra animação que merece destaque é Como Treinar seu Dragão da Dreamwork, que prova que a empresa pode render bons filmes sem as sequências sem graça e desnecessárias do ogro verde. David Fincher também conquistou boas críticas ao contar a história do criador do Facebook. Em 2010, a saga Harry Potter também entrou em sua reta final com a primeira parte de As Relíquias da Morte, considerado por muitos como a melhor adaptação da série. Leonardo Di Caprio foi quem seu deu bem: ele apareceu em dois dos melhores filmes do ano, primeiro no ótimo suspense de Martin Scorsese A Ilha do Medo e depois no filme que tornou-se um sucesso de público e crítica, A Origem. O longa de Christopher Nohan mostrou que um filme pode fazer sucesso no mundo inteiro com uma trama adulta, original e que intriga o espectador do começo ao fim. 

Toy Story, A Origem e Harry Potter fizeram bonito nas telonas.
 Nesse ano, as séries de televisão continuaram a fazer a cabeça de milhares de pessoas no mundo  inteiro.  Atualmente, as séries tornaram-se ninho de ótimas tramas e de grandes atores. True Blood já vinha fazendo sucesso, mas foi com a terceira temporada que a série se tornou um fenômeno pop e mostrou que vampiros podem ser bem mais interessantes (e sensuais) do que nos livros açúcarados de Stephenie Meyer. Em 2010, Glee também se consolidou como a série de maior sucesso entre jovens, seja na audiência ou na venda de produtos da série. O ano também marcou o final de uma das séries de maior sucesso dos últimos anos: a enigmática Lost. O fim gerou discussão e não agradou a todos, mas depois de 6 anos de mistérios, seria impossível um consenso. Na Tv brasileira, a grande surpresa de 2010 foi a saída da Hebe do SBT.
Séries de TV fizeram a cabeça de muitos