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24 de setembro de 2012

Apostas do pop: quem será a próxima ‘Diva’?

Se você ainda acha que Rihanna é uma novidade na música pop está na hora de se atualizar. Até Lady Gaga e Katy Perry já são veteranas nesse ramo, com turnês mundiais, sucessos consolidados e já produzindo o terceiro álbum de inéditas. Nicki Minaj, Adele e Jessie J, que há tão pouco tempo eram o “frescor” do pop, já estão não contam mais com o elemento surpresa em suas apresentações e já aparecem bem menos na mídia. Com a velocidade dos tweets e “curtidas” no facebook, o prazo de validade de um popstar parece cada vez mais curto, com muitas apostas e poucas carreiras duradouras. Agora, com a proximidade do fim do ano, já podemos perceber quais foram as novas candidatas que apareceram em 2012 e avaliar o que cada uma tem a oferecer. 


Lana Del Rey
Born to Die, de Lana Del Rey, já nasceu com status de um grande sucesso, já que a cantora se aproveitou do forte hype e em pouco tempo figurava em todos os sites de moda, música e comportamento. A falta de carisma ao vivo e a apresentação controversa no SNL, entretanto, esfriou ânimos e a imagem da cantora acabou meio manchada. Fãs e haters tem um pouco de razão: Lana tem músicas bacana, é bem produzida, mas soa um tanto forçada. Quase como uma Cat Power mais pop, a cantora aproveita a bela imagem para explorar clipes com filtros do Instagram e cair nas graças do público indie. A temática retrô caiu em cheio em um momento em que está tão na moda soar blasé para o presente e celebrar qualquer coisa do passado. Aparentemente, Lana terá trabalho pela frente se deseja, realmente, se firmar como uma musa da música. 
Ouça: Born to Die


Marina and the Diamonds

Marina acabou se destacando na música pelo efeito “Lana”. A maior prova disso é que a cantora só conseguiu emplacar com o segundo CD, Electra Heart. Com uma proposta um pouco mais pop que a ruiva, Marina mostrou que tem uma voz potente, músicas contagiantes e que encara bem as apresentações ao vivo (problema comum das novas cantoras). Com o efeito “Gaga” na música pop, Marina não abre mão do visual em suas aparições, se preocupa com os videoclipes e sempre procura chamar atenção. Já despontando fora do circuito alternativo, Marina vem ganhado fãs, especialmente entre aqueles que adoram a proposta de Lana.
Ouça: Primadonna

 
Rita Ora
Ela se parece com a Rihanna, já frequenta o VMA, usa roupas chamativas, é “apadrinhada” por Jay-Z e Beyoncé e recebeu ajuda até do vocalista do Coldplay para escolher as músicas que entrariam no seu álbum de estreia, Ora. Com tantas ajudinhas e padrinhos, Rita já surgiu com uma música preparada para tocar nas “10+”: How we Do. Ao mesmo tempo que toda essa produção ajudou a alavancar Rita, também pode ser seu maior defeito: soar um pouco como tudo que já está tocando nas rádios, sem muita personalidade ou mostrando qual o diferencial. Com o álbum de estreia, será possível avaliar se Rita veio para ficar. 
Ouça: How We Do


Carly Rae Jepsen
Dona do maior hit de 2012, Carly pode ser a aposta mais certa de nova "diva pop". A morena tem potencial de se tornar a nova “Katy Perry” se apostar em visuais bem produzidos, músicas com pegada chiclete e não se levar tão a sério. A única dificuldade será lidar, justamente, com Call Me Maybe: o súcesso da música pode marcá-la como "aquela moça da música do ano passado".  
Ouça: Call Me Maybe

13 de agosto de 2012

Madonna - 54 Anos


Muito já foi falado, debatido...até mesmo aqui no blog.

Para não cansar ou repetir, quero só deixar registrado meu “parabéns” para essa mulher que continua relevante e trabalhando para conseguir um mundo mais livre, onde exista liberdade de opinião, religião e sexualidade. Muitos questionam se já não estava na hora de Madonna curtir a aposentadoria como ícone máximo do pop, aparecendo só em shows ocasionais, mas a verdade é que ainda precisamos dela, nem que seja para quebrar a última barreira do pop: o preconceito com a idade.

Para quem questiona a habilidade de Madonna em continuar na mídia, pesquise o nome dela e verá que só na etapa européia dessa turnê, tivemos polêmicas com mamilos em Human Nature, o choro emocionado em Like a Virgin, Elton John falando mal dela, polêmica com Born This Way, problemas com o partido de extrema direita francês, show em Paris vaiado por simpatizantes de Marine Le Pen e uma Rússia  em comoção com a suposta prisão da cantora depois de protestar contra a lei-anti gay e defender publicamente o grupo punk Pussy Riot, que está preso aguardando julgamento.

Nesse mesmo período, o que as outras cantoras andaram fazendo? 

Madonna chega aos 54 anos provando que pode não ser a melhor cantora, dançarina, compositora e nem a mais perfeita das celebridades, mas que ainda consegue gerar reações intensas e debates, como sempre quis.

L-U-V MADONNA! 

24 de março de 2012

Precisamos gostar de Adele?


De repente virou obrigação gostar de Adele. Não curtir ou não ligar para cantora se tornou sinônimo de mal gosto musical. Mas, de verdade, precisamos gostar de Adele?!

Ok... ela canta bem, tem músicas com boa produção e faz um estilo que andava esquecido nas paradas de sucesso, com baladinhas de cortar os pulsos e todo jeitão de diva do passado (um tanto forçado em alguns momentos). O único problema é quando a popularidade sufoca o talento. Explico: boa parte dos apreciadores atuais de Adele passaram a gostar dela não por admirarem as qualidades da artista, mas por que ela está na mídia, lançou DVD, ganhou alguns prêmios (seis Grammy só em uma noite) e tem uma música como tema da protagonista da novela Fina Estampa. Muitos gostam de Adele sem nem entender que Someone Like You é sobre a dificuldade de superar o fim de um relacionamento e não uma declaração de amor.

Adele faz sucesso por representar um tipo de cantora que andava em falta no mercado musical: a diva para adultos. Perry, Gaga, Rihanna e Beyoncé fazem sucesso com a moçada que curte músicas para cantar no banho e se acabar na balada. Para o público que não gosta desse tipo de música, fazia algum tempo que não surgia uma cantora com produção caprichada. Adele apareceu no momento certo e nem precisou muito para a mídia colocá-la como A cantora do ano, A salvação da música.... O sucesso de Adele vem, em parte, por ser a única na atualidade que faz um trabalho parecido com o que outras cantoras fizeram, como Mariah Carrey e a própria Whitney Houston, ao evocar as grandes divas do soul e trazer esse som para o grande público. 


Além disso, é fácil e nada comprometedor ser fã de Adele. Ela parece nossa vizinha gordinha, sorridente que ficou mal por perder o namorado. Ela não é tão adolescente quanto Katy Perry ou Rihanna, não cria polêmicas como Madonna e está longe das bizarrices de Lady Gaga. É uma garota comum, um pouco acima do peso e que se veste sempre com roupas pretas no  estilo "senhora".  É muito mais fácil para o público se identificar e gostar dela do que de outras. Amy Winehouse, por exemplo, cantava tão bem quanto, tinha letras ainda mais pessoais, produção impecável e um visual singular, entretanto, as polêmicas envolvendo prisões, bebidas, drogas e barracos públicos acabaram afastando o grande público e abafando o talento da cantora. Florence + the Machine tem uma sonoridade ainda mais elaborada, uma estética própria e presença de palco incrível. O problema!? Florence soa alternativa de mais para tocar nas rádios ou ter o clipe nas listas do TOP 5 da MTV.

Não sou contra o sucesso de Adele, mas precisamos ter senso crítico e saber diferenciar o que é mídia dizendo "Adele é ótima" e o quanto realmente ela é ótima. Muito menos devemos defender os discursos de “Adele não liga para aparência, só para a música”, “Adele não quer fazer sucesso, quer ser alternativa”... a prova máxima disso são os cabelos mais loiros e os quilos a menos que a cantora exibiu na noite do Grammy. Fora as declarações um tanto contraditórias que ela apresentou, como as férias que iria tirar e depois se arrependeu...

Ainda é cedo para saber se o sucesso vai durar ou se estamos diante de um novo “fenômeno passageiro”, mas o melhor de tudo isso foi ver que a indústria musical ainda consegue vender bem quando o artista cai nas graças do público. Para os pessimistas que diziam que a internet acabaria com a música, Adele provou que é possível vender bem em cima de uma boa reputação. Desejo sucesso para Adele e que ela consiga surpreender o público com o próximo trabalho e, quem sabe, provar que a popularidade tão grande não foi questão do momento, mas merecimento.