Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arte. Mostrar todas as postagens

3 de setembro de 2011

Sinead O' Connor - Nothing Compares 2U


Na começo da década de 90, o mercado musical foi abalado pelo surgimento de uma cantora diferente de toda estética e sonoridade que rolavam nas paradas musicais do momento. Sinead O’Connor, com sua cabeça raspada e voz doce, era tão contraditória que agradou em cheio o público e os críticos especializados. Entretanto,  depois de declarações polêmicas e um aparente desequílibrio emocional, esse mesmo público abandonaria a cantora.  

Nascida na Irlanda, terra do U2 e do The Cranberries, Sinead O’Connor nunca pareceu muito interessada em se comportar como uma pop star comum. A cantora dava declarações polêmicas (como o apoio ao IRA), abandonava e voltava com a carreira e se dizia totalmente contraria aos modelos dos ídolos musicais e da preocupação com a aparência. De cabeça raspada, roupas mal cuidadas e um olhar inquieto que transmitia tristeza e uma revolta contida, Sinead tornou-se mundialmente conhecida com a canção Nothing Compares 2U, uma bela composição de Prince que ganhou na voz triste de Sinead sua versão definitiva e inesquecível. O clipe também ajudaria a lançar a cantora: no lugar de grandes produções ou ideias mirabolantes, temos um destaque no rosto de Sinead que se emociona ao cantar. A simplicidade renderia prêmios e influenciaria diversos outros clipes, entre eles Losing My Regilion do R.E.M.


No auge da fama, Sinead participou de popular programa americano Satuday Night Live e rasgou uma foto do Papa João Paulo II após cantar uma música de guerra e declarar que a aquele era o real inimigo. A cantora pagaria com a própria carreira esse insulto, já que depois disso grande parte do público americano, e mundial, deixou de acompanhá-la. O desequílibrio emocional da cantora ainda renderia resultaria em uma precoce aposentandoria musical. Uma pena, uma vez que Sinead tem uma das mais belas vozes de sua geração e sempre buscou ousar nas parcerias musicais, indo do reggae ao folk com maestria. 

Sinead expressa com a voz sua confusão de sentimentos, em um misto de sussuros doces e gritos de raiva. A autenticidade de Sinead serviria de exemplo para dezenas de outras cantoras posteriores. O talento da carequinha pode ser conferido em músicas como The Last Day of Our Acquaintance, Fire on Babylon, 1001 Mirrors, Success has made a failure of our home, entre as diversas participações em músicas de outros cantores e covers, normalmente acima da média, como Mother do Pink Floyd e Sacrifice de Elton John. 

Depois de abandonar e retomar com sua carreira musical diversas vezes, Sinead acabou saindo de vez da grande mídia e tornando-se uma lembrança um tanto empalidecida dos anos 90, restrita aos apreciadores de música alternativa. Dona de uma voz e visual únicos, a cantora  ainda faz músicas, mas parece pouco interessada em voltar aos holofotes. Cheia de atitude e uma mistura constante de fragilidade e agressividade, Sinead continuará, para sempre, sendo uma das mulheres mais transgressoras da música. 

 

 

16 de abril de 2010

O Mundo Pop de Warhol


Andy Warhol, Mr. America

Poucos artistas captaram a essência da sociedade de consumo tão bem quanto Andy Warhol. É dele a famosa afirmação “no futuro todo mundo será famoso por 15 minutos”.

Algumas das principais realizações desse artista moderno podem ser conferidas na Estação Pinacoteca, em São Paulo, até o dia 23 de Maio. Essa é a maior exposição que o artista já teve no Brasil e representa uma ótima oportunidade para conhecer e admirar as obras que são referências até hoje para diversos artistas como o francês Mr. Brainwash (artista plástico que utiliza dezenas de materiais em reproduções de ícones da cultura pop) e até mesmo a cantora Lady Gaga, que declarou se inspirar em Warhol constantemente.

O americano, que é considerado um dos principais artistas do movimento Pop Art, era um ex-publicitário que trabalhou em revistas famosas como a Vogue e a Haper’s Bazaar. Na década de 60, Warhol criou obras que refletem sobre a repetição, o culto às celebridades e o consumismo exacerbado, típicos elementos da sociedade americana.

Suas obras mais famosas são as reproduções da lata de sopa Campbell, as garrafas de Coca-Cola e as imagens de celebridade, como Marilyn Monroe e Elvis Presley em cores berrantes e próximos aos traços dos desenhos de quadrinhos.

O artista também dirigiu filmes voltados ao circuito alternativo, geralmente filmando longos planos sem um roteiro pré-determinado.Warhol também tem fotografias e serigrafias expostas na Estação Pinaconteca em São Paulo.