10 de abril de 2011

Comentário - Femme Fatale de Britney Spears

Os delatores de Britney Spears sempre disseram que a “princesa do pop” não passava de uma marionete nas mãos dos produtores, que não conseguia cantar ao vivo e, no fundo, não passava de uma cópia da Madonna. Já os fãs, que continuaram firmes até nos momentos mais difíceis da carreira da moça, sempre celebram a loira pelo carisma e a capacidade de lançar canções que explodem nas paradas de sucesso e tornam-se clássicos da cultura popo. Femme Fatale, novo álbum de Britney, surge com a proposta de mostrar que a cantora quer recuperar sua carreira e prestígio do passado, mas não está totalmente disposta a sair de sua zona de conforto.

Muito superior ao CD anterior, o chatinho Circus (feito sob encomenda para limpar a imagem de “garota-problema”), Femme Fatale lembra alguns bons momentos da carreira da cantora, como In The Zone ou Blackout, com músicas dançantes criadas para serem cantadas em alto e bom som nas baladas. O primeiro single, Hold It Against Me, chamou a atenção por ter uma produção diferente do que estavamos acostumados a ouvir na voz de Britney. Outros bons momentos do cd, em que quase todas as músicas são  bem agitadas e ideais para festinhas, são Criminal (que conta com um instrumental "madônico", I Wanna Go e How I Roll, que utilizam arranjos que fogem do óbvio. O restante não sai muito da linha do que está tocando nas rádios, com uma pitada de Kesha e BEP.

A sensação é de que Britney tentou, mas não conseguiu sair de sua zona de conforto. Há bons momentos, mas faltou ousadia suficiente para criar um ótimo cd. Do jeito que está, Femme Fatale rende boas músicas para dançar, mas também é um pouco enjoativo e não chega a ser a revolução prometida pelos produtores. Com a concorrência forte de Lady Gaga, Katy Perry e Rihanna, Britney terá que se esforçar para provar os motivos de ser considerada a "princesa do pop". Agora é esperar a turnê e torcer que, dessa vez, a cantora fique livre dos fantasmas do passado.


8 de março de 2011

Comentário - Scott Pilgrim Contra o Mundo

De vez em quanto tempos a chance de presenciar algo diferente no cinema. Scott Pilgrim Contra o Mundo é exemplo recente do quanto um filme baseado em histórias em quadrinho pode ser original. O longa é uma mistura de tudo que esteve em alta na cultura pop na última década: quadrinhos, videogames, cultura japonesa, bandas de rock alternativas, kung fu e animações. Na trama, o adolescente Scott Pilgrim leva sua vida sem muitos atrativos, até que conhece uma jovem recém chegada e fica completamente apaixonado pela moça. O único problema é que para ficar com Ramona, Scott terá que enfrentar os sete ex-namorados malignos dela e ainda terminar sua relação com a obsessiva namoradinha japonesa. 

Apesar da história não parecer muita coisa (e realmente não é...) o que chama atenção no filme é estética de videogame utilizada. Cada ex-namorado é como um "chefão" de um jogo que precisa de habilidades únicas para ser derrotado. Dessa maneira, temos lutas no estilo Mortal Kombat (com direito a pontos por cada golpe), disputas de Guitar Hero e até uma "fase final" com o chefão dos malignos. O filme chega até a lembrar o estilo frenético e super colorido de Speedy Racer com a história de Kick Ass - Quebrando Tudo.

Mas um filme não sobrevive só com visual bacana, aqui os personagens secundários  também são destaques, como o ex-namorado que adquiriu poderes psiquicos pela dieta vegan, ou o colega de quarto homossexual de Scott, que representa o papel sem as típicas caricaturas ou afetações, que caracterizam os gays no cinema. O casal protagonista também cumpre bem seus papéis, apesar de Michael Cera estar praticamente fazendo o mesmo personagem de Juno.  

Totalmente fora da realidade, pop, acelerado e com uma trilha sonora bacana, o filme está longe de agradar a todos, mas é uma opção diferente e original para quem está cansado das opções do cinema atual, principalmente com as adaptações de histórias em quadrinhos que se tornaram a galinha dos ovos de ouro de Hollywood.


20 de fevereiro de 2011

Filmes de Fevereiro

Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Mais um filme baseado em uma série de livros de sucesso, no estilo Harry Potter. Aqui no lugar da bruxaria, o jovem descobre que é filho de Poseidon, deus dos mares, e que terá que evita uma guerra entre os poderosos do Olimpo.
Valeu a pena? Apesar de contar com elementos bacanas da mitologia grega, a direção burocrática de Columbus não ajuda e o filme acaba parecendo apenas mais um “Crônicas de Nárnia”, interessado em pegar o dinheiro dos fãs da série literária.


Munique
Um dos últimos filmes “sérios” de Spilberg, mostra a caçada aos terroristas responsáveis pelos atentados nas Olimpíadas de Munique. O filme chegou a concorrer alguns prêmios, mas passou despercebido da maioria do público.
Valeu a Pena?  Focado nos conflitos de Israel, o filme acerta em mostrar que há mais forças envolvidas no conflito do que podemos imaginar. Apesar da longa duração (mais de duas horas e meia), o filme é ágil, interessante e nos faz pensar, algo raro hoje em dia.

9 ½ Semanas de Amor
Uma bela mulher conhece um misterioso homem em uma loja e logo começa a participar dos jogos sexuais dele, porém, esse jogo logo adota contornos mais sérios e até perigosos.
Valeu a Pena? O filme tem a estética dos anos 80, quase com uma cara de videoclipe, principalmente nas cenas mais sensuais. Indicado para ver o casal protagonista, Kim Bansiger e Mickey Rourke,  jovens e no auge da beleza.

Corra Lola Corra
Uma jovem tem que conseguir uma grande quantia de dinheiro em pouco tempo, para salvar a vida do namorado. Lola corre desesperada pelas ruas de Berlim para atingir seu objetivo, custe o que custar.
Valeu a Pena? Frenético e fortemente influenciado pela estética MTV, o filme chama atenção ao mostrar três versões possíveis da mesma história, cada uma com uma resolução e situações diferentes.


REC 2
Essa sequência começa logo depois dos eventos vistos no primeiro filme, com um prédio lacrado para evitar uma contaminação e ninguém sabendo o que aconteceu lá dentro.  REC 2 consegue ser mais assustador e tenso que o anterior.
Valeu a Pena? Dificilmente continuações de filmes de terror conseguem superar o original, mas essa produção espanhola prova que ainda tem fôlego para assustar e manter o suspense do começo ao fim.

Cidade dos Sonhos
Uma jovem atriz e uma mulher sem memória se unem para encontrar explicações de um mistério em Hollywood, enquanto várias tramas paralelas mostram os batidores da indústria do cinema.
Valeu a Pena? Celebrado como obra cult, o filme parece não fazer muito sentido. O diretor até deu algumas pistas para ajudar “desvendar” o filme. Obra surrealista indicada apenas para aqueles que gostam de ver e rever um filme para buscar sentidos e explicações ocultas.

7 de fevereiro de 2011

Comentário - Uma Crença Silenciosa em Anjos

Um assassinato pode abalar a vida de uma cidadezinha. Quando uma série de meninas são encontradas mortas em uma cidade no interior dos EUA,  durante a Segunda Guerra Mundial, o dia-a-dia de todos fica para sempre alterado. Uma Crença Silenciosa em Anjos parte dessa premissa para analisar como um mistério pode abalar irremediavelmente a confiança entre as pessoas e as medidas desesperadas que elas tomam para tentar retornar a normalidade.

Nosso narrador é um menino que perdeu o pai e descreve o pacato cotidiano de sua cidadezinha, até que algumas de suas colegas de classe são encontradas mortas, abusadas sexualmente e mutiladas. Aos poucos, toda cidade, inclusive as crianças, começa a procurar indícios sobre a identidade do serial killer. Nesse momento, vemos o ambiente seguro e tradicional ruir e as desavenças e mistérios dos moradores começam a surgir. Esse é só o início da trama, que acompanha nosso narrador até a fase adulta e guarda ainda algumas surpresas e reviravoltas.

Com uma narrativa que oscila entre fatos do passado e do presente do narrador, o livro tem uma narrativa interessante e consegue manter o suspense do começo ao fim.  O único problema do livro é que alguns pensamentos e descrições são muito cansativas e algumas situações ficam mal explicadas ou resolvidas.

Apesar desses pontos fracos, o livro é um bom suspense, que cumpre seu principal objetivo: manter o leitor instigado e curioso até seu fim. Recomendado!

9 de janeiro de 2011

Comentário - Enrolados da Disney

Enrolados é a versão da Diney para a clássica história de Rapunzel, a jovem que é trancafiada em uma torre por anos e joga seus enormes cabelos para ser resgatada. Com o sucesso da linha "Princesas", seja em cadernos, brinquedos e acessórios, não é de se admirar que a empresa tenha investido em mais uma história de conto de fadas clássica para se transformar em animação.  Mas Enrolados dá um "up" e moderniza o clássico...

No longa, uma jovem raptada é trancafiada em uma torre por 18 anos, tendo como companhia apenas sua mãe e um camaleão. Rapunzel vai ter sua vida modificada quando conhece um ladrão foragido do reino e decide iniciar uma aventura para descobrir mais sobre suas origens. Entretanto, para quem espera puro romance e conto de fadas, Enrolados pode oferecer muito mais que isso. No filme, Rapunzel é uma princesa disney do século XXI e está "antenada" com as exigências atuais: ela é inteligente, sabe o que quer e não precisa de um príncipe encantado para ser salva. Na verdade, a maior parte dos problemas é ela mesma quem resolve, e ainda sai bem das situações.  Claro que o romance e as mensagens "família" ainda estão lá, mas nada que deixe o filme arrastado.


Visualmente muito superior e rico em detalhes do que as últimas animações digitais da Disney, Enrolados abusa das cores para manter seu visual chamativo e tem músicas do mesmo compositor de A Pequena Sereia, que lhe confere uma cara de "clássico da disney instantâneo". Além disso, o roteiro encontra um bom equilíbrio entre humor (principalmente com o cavalo da guarda), romance e aventura, sem em nenhum momento ficar desinteressante. A dublagem também é eficiente, com a excessão de Luciano Hulck como dublador do protagonista (essa mania de colocar atores globais para dublar desenhos já passou do limite!).

Enrolados é a animação mais interessante, ágil e divertida do estúdio do Mickey nos últimos tempos, mesclando a tradição dos "filmes de princesas disney" com uma história atual e leve. Para quem cresceu assistindo os desenhos da empresa, Enrolados é uma oportunidade de conferir que a Disney ainda consegue encantar baixinhos e altinhos,

7 de janeiro de 2011

Filmes das Férias

-          Eclipse
O terceiro capítulo da “Saga Crepúsculo” é um pouco menos meloso e açúcarado que o anterior Lua Nova. Na história a adolescente Bella (a inexpressiva Kristen Stweart) fica dividida entre o vampiro e lobisomem, enquanto tem que fugir dos vampiros do “mal”. 
Valeu a Pena? O filme é indicado para as fanáticas e para quem já  começou a acompanhar a história da adolescente apaixonada por um vampiro. Além disso, Eclipse apresenta um avanço nos efeitos e maquiagem da série.

-          Blade Runner
Quando lançado, esse clássico da ficção científica do diretor Ridley Scott foi ignorado pelo público e pela crítica. Depois de alguns anos foi redescoberto e tornou-se referência no cinema. No filme, andróides avançados e perigosos são caçados na Terra.
Valeu a Pena? O filme virou referência no cinema e influenciou dezenas de filmes com visão futurística, como o recente Tron - O Legado. Blade Runner ainda é atual, com reflexões e visuais únicos.

-          Cabaret
Cabaret ganhou diversos Oscar em 1972 e tornou-se um clássico do cinema musical. O filme também fez a fama de Liza Minnelli, que faz o papel da avançadinha cantora americana que canta para a elite de Berlim em um cabaré, em plena expansão do nazismo pela Alemanha.
Valeu a Pena? O filme aborda questões atuais, com a dura realidade sendo "camuflada" pela alegria do Cabaret.

-          REC
Esse filme de terror segue a linha “uma câmera na mão”, que funcionou muito bem em A Bruxa de Blair e no recente Atividade Paranormal. Na história, uma equipe de televisão está acompanhado um grupo de bombeiros quando recebem um chamado estranho e logo descobrem uma situação assustadora.
Valeu a Pena? o filme é tenso e beneficiado pela câmera “vibrante”, que aumenta a sensação de realidade e a sensação de agonia dos protagonistas.

-          O Imaginário Mundo do Dr. Parnassus
Terry Guilliam é um diretor com um senso visual quase único. Nesse último filme de Heath Leadger, que morreu antes do longa ser finalizado, um homem imortal e dono de uma companhia de artistas decandentes, tem que vencer uma aposta com o diabo para não perder sua filha.
Valeu a Pena? o visual das obras de Guilliam são belissímos, quase únicos, como um 'País das Maravilhas'. Entretanto,não é um filme que agrada todo mundo e demora um pouco até fazer (algum) sentido.

-          Tron – O Legado
Tron é a sequencia tardia de um filme dos anos 80 e conta com efeitos de última geração. O filme se beneficiou da onda do momento, o 3D. O roteiro (fraco, mas melhor que o original) fala sobre um jovem que procura o pai em um mundo virtual, dominado por um programa tirânico.
Valeu a Pena? Visualmente interessante e com uma trilha bacana, o filme tem um roteiro sem grandes novidades ou complexidades, mas vale, e muito, pela beleza de Olivia Wilde e pelas cenas de ação bacanas.

-          Megamente
Animação da DreamWorks, segue um pouco a linha do Monstros VS Alienígenas, com a história de um vilão espacial e sua eterna batalha contra o herói politicamente correto e adorado pela população (uma clara referência ao Superman).
Valeu a Pena? Muito superior a alguns filmes de "carne e osso", a animação segue a tradição da empresa, com histórias divertidas e com a abordagem diferente, com o protagonista sendo um “vilão”.

-          Kick Ass – Quebrando tudo
Filmes de heróis em quadrinho se tornaram a sensação de Hollywood, Kick Ass é uma adaptação de uma HQ sobre um adolescente, sem poderes especiais, treinamento ou equipamento, que decide lutar contra o crime em sua cidade e acaba entrando em grandes problemas.
Valeu a Pena? Recomendado para maiores de 18 anos, o filme abusa da violência, tira sarro das adaptações em quadrinhos e oferece um panorama sobre a cultura pop nesse começo do século A garotinha que luta contra o crime deixa a "Noiva" de Kill Bill no chinelo.

-          Direito de Amar
O filme valeu a indicação de Colin Firth como Melhor Ator no Oscar de 2010, no papel do professor universitário que perde seu namorado e começa a procurar sentidos na vida. Estréia do estilista Tom Ford como direitor e com a participação da talentosa Julianne Moore como a melhor amiga do professor.
Valeu a Pena? A estréia de Tom Ford atrás das câmeras é extremamente estilosa e mostra uma direção de arte e fotografia interessantes. Destaque para as ótimas atuações dos protagonistas e a história madura.

6 de janeiro de 2011

O que aconteceu de bom em 2010?

Com o cenário da música cada vez mais competitivo, principalmente entre as candidatas a  'Princesa do POP', Katy Perry lançou o albúm pop mais comentado do ano com Teenage Dream e lançou a música do verão americano: California Gurls. Entre as revelações do Pop, tivemos o jovem Justin Bieber e a Ke$ha (quase uma versão bêbada da Lady Gaga) com seu pop grudento, como o grande sucesso Tick-Tock. 2010 também marcou o retorno de duas divas do pop as holofotes, com Shakira retornando as raízes em Sale El Sol e Rihanna voltando aos batidões e músicas dançantes fizeram sua fama. No cenário musical, o Brasil firmou-se como rota definitiva dos shows internacionais. Na música brasileira, Maria Gadú conquistou seu espaço na MPB e Vanessa da Mata continou seu trabalho de misturas de referências. Ivete Sangalo lançou seu ousado DVD gravado nos Estados Unidos e mostra o desejo de conquistar o mercado internacional.  Da Inglaterra veio a exótica Florence + the Machine, que roubou a cena com sua poderosa voz e visual único no último VMA, mostrando para as americanas que a base de uma boa performance é criatividade e talento.  Da terra da Rainha também tivemos mais um CD da Duffy, repleto de bons momentos.

Para o começo de 2011, temos os CDS anunciados de Lady Gaga, Beyoncé, U2 e Britney Spears, que prometem aquecer as pistas de dança.
Perry, Kesha, Bieber, Shakira, Florence e Duffy: supresas da músicas
Nas telonas, 2010 marcou o domínio do 3D como forma de conquistar grandes bilheterias. Filmes como Alice no País das Maravilhas, Tron - O Legado, Fúria de Titãs e dezenas de outros, usaram e abusaram das três dimensões como forma de atrair platéia e maior bilheteria. Nas animações, tivemos a ótima surpresa do terceiro Toy Story, que continou com maestria a saga dos brinquedos e comprova que a PIXAR não consegue fazer um filme ruim. Outra animação que merece destaque é Como Treinar seu Dragão da Dreamwork, que prova que a empresa pode render bons filmes sem as sequências sem graça e desnecessárias do ogro verde. David Fincher também conquistou boas críticas ao contar a história do criador do Facebook. Em 2010, a saga Harry Potter também entrou em sua reta final com a primeira parte de As Relíquias da Morte, considerado por muitos como a melhor adaptação da série. Leonardo Di Caprio foi quem seu deu bem: ele apareceu em dois dos melhores filmes do ano, primeiro no ótimo suspense de Martin Scorsese A Ilha do Medo e depois no filme que tornou-se um sucesso de público e crítica, A Origem. O longa de Christopher Nohan mostrou que um filme pode fazer sucesso no mundo inteiro com uma trama adulta, original e que intriga o espectador do começo ao fim. 

Toy Story, A Origem e Harry Potter fizeram bonito nas telonas.
 Nesse ano, as séries de televisão continuaram a fazer a cabeça de milhares de pessoas no mundo  inteiro.  Atualmente, as séries tornaram-se ninho de ótimas tramas e de grandes atores. True Blood já vinha fazendo sucesso, mas foi com a terceira temporada que a série se tornou um fenômeno pop e mostrou que vampiros podem ser bem mais interessantes (e sensuais) do que nos livros açúcarados de Stephenie Meyer. Em 2010, Glee também se consolidou como a série de maior sucesso entre jovens, seja na audiência ou na venda de produtos da série. O ano também marcou o final de uma das séries de maior sucesso dos últimos anos: a enigmática Lost. O fim gerou discussão e não agradou a todos, mas depois de 6 anos de mistérios, seria impossível um consenso. Na Tv brasileira, a grande surpresa de 2010 foi a saída da Hebe do SBT.
Séries de TV fizeram a cabeça de muitos